CELEBRIDADES: DICRÓ E PASOLD
terça-feira, 15 de maio de 2012
Morre Dicró
Autor de samba satíricos e de duplo sentido, o sambista Carlos Roberto de Oliveira, o Dicró, morreu aos 66 anos.
O cantor e compositor retratou de forma irônica o dia a dia do subúrbio do Rio e da Baixada Fluminense.
Dicró era diabético e tinha saído de uma sessão de hemodiálise quando começou a passar mal. Sofreu um infarto e morreu num hospital em Magé, às 23h. Segundo parentes, Dicró reclamou de dores na cabeça antes de sofrer o enfarte.
Vascaíno, Dicró nasceu em 14 de fevereiro de 1946 e ganhou o apelido por causa da assinatura que usava com as suas iniciais “De C.R.O”.
Na época, fazia parte dos compositores de um bloco de Nilópolis.
Entre alguns dos sambas bem-humorados de sua autoria estão A Vaca da Minha Sogra, Botei Minha Nega no Seguro, Funeral do Ricardão, Olha a Rima, Melo da Galinha.
Dicró se tornou um dos grandes sambistas da linha humorística ao lado de Moreira da Silva e Bezerra da Silva.
Em 1995, o trio lançou o disco Bezerra, Moreira e Dicró – Os 3 Malandros In Concert, satirizando os tenores Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras.
Dicró ficou conhecido por usar uma banca de camelô no Largo da Carioca, no Centro de Rio de Janeiro, para vender seus próprios CDs.
Ele ainda foi comentarista de programas de rádio e chegou a fazer um quadro no Fantástico em 2010 (LM – jornalista Léo – 10-05-12).
O Jornalismo de Moacir Pereira
Pasold e Moacir
Com certa frequência, aguardamos o falecimento para homenagear as pessoas que se destacaram nas suas atividades. Contrariando a regra, registro com satisfação a homenagem prestada, em vida, pelo professor Cesar Pasold ao brilhante jornalista Moacir Pereira. Testemunhei, no auditório lotado da Ordem dos Advogados do Brasil, o lançamento do livro O Jornalismo de Moacir Pereira, de autoria de Cesar Pasold.
Na ocasião, reuniram-se dois expoentes da cultura catarinense: Pasold como escritor, e o jornalista Moacir Pereira como personagem principal da obra.
Peço licença para dedicar-me ao que representam: sucesso alcançado através da prática constante da ética, da inteligência, da honestidade de princípios.
Profissionais que se destacam como exemplo de tais qualidades apontam para o caminho do sucesso e da felicidade.
Deparei-me, certa ocasião, com uma acusação: Deus não foi justo ao impor limites à inteligência e não à mediocridade.
A acusação é falsa, pois a inteligência – como os personagens da noite de autógrafos demonstram – também não tem limites, devendo ser buscada sempre, ainda que nunca alcançada em sua plenitude, qual a linha do horizonte.
A obra, ao contrário do que pode sua denominação sugerir, não é uma biografia do jornalista, mas um estudo sobre importante época do jornalismo catarinense, representada por um de seus expoentes.
Obra de consulta obrigatória pelos atuais e futuros jornalistas, ultrapassa os limites da personalidade para incorporar-se à história de SC.
O representativo número de intelectuais reverenciando autor e homenageado não deixa dúvidas sobre o respeito e admiração que ambos souberam angariar perante a sociedade catarinense.
Parabéns, doutor Pasold, parabéns, jornalista Moacir Pereira (Ricardo José da Rosa – Vice-presidente do Instituto dos Advogados de Santa Catarina) – (LM – jornalista Léo – 10-05-12).

