BLUMENAU
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
A Prainha de Blumenau, na Ponta Aguda, não é oficialmente um parque, mas é justamente o ar despretensioso que atrai grupos de amigos.
O local não foi mais o mesmo desde a enchente de setembro de 2011, que levou um pedaço do terreno, mas a Prainha tem uma das vistas mais incríveis de Blumenau. Onde o rio faz a curva, é possível observar as construções do Centro em uma espécie de camarote natural. Tudo isso com o silêncio de um parque repleto de árvores.
– Você está perto, mas se sente fora da correria da cidade na Prainha. Venho aqui relaxar sempre que posso. Esse lugar me traz boas lembranças – afirma a fotógrafa Gabriela Schmidt, 22 anos, que frequenta a área e costuma reunir-se com amigos por lá.
Para Gabriela a história da Prainha também faz parte do charme do lugar. Nas décadas de 40, 50 e 60, a molecada se reunia, atrás do snooker campeão, onde hoje é a Havan; de cima de pequena pedra se lançava no rio e se deixava levar pela suave correnteza, até a pitoresca prainha. Ali existia uma balsa que saia do Clube Náutico América, atualmente em demanda judicial. Um valioso patrimônio em deterioração. Quanto dinheiro perdido! Que transportava os poucos moradores para a Ponta Aguda.
O local hoje visitado por poucos já foi uma concentração de jovens nos shows de rock dos anos 1980 e 1990. A aura Woodstock inspirou o movimento de arte Vamo Siuní, do qual a fotógrafa participou e que reuniu em quatro edições música e artes no espaço, que já foi disputado na cidade.
- O melhor lugar é sob as árvores perto do rio – afirma Gabriela.
Décadas atrás, o local era utilizado como praia, com as moças de família (Gabriela Schmidt – Fotógrafa).
Comentário!
O acesso à Prainha é livre. À noite, o local não é tão seguro.
Rua Porto Rico s/n, Ponta Aguda, Blumenau (LM – jornalista Léo – 25-01-12).

